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24/11/2017
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Wellington Soares

Coisas e outras

Um poeta desfolha a bandeira

 

Este ano ele será festejado como nunca, justamente quando completaria, não tivesse partido tão cedo, 73 anos de vida, com um monte de coisas em sua homenagem, desde um filme lindíssimo, Todas as horas do fim, de Eduardo Ades e Marcus Fernando, até a Balada Literária de São Paulo, do intrépido Marcelino Freire, evento cultural dos mais importantes do país, nesta edição 2017 esparramada também por Teresina, cidade natal do nosso poeta, e Salvador, onde concluiu o ensino médio, as três capitais louvando, quiçá o Brasil inteiro também, através de matérias em jornais e televisões, quem bem merece, no caso Torquato Neto, e deixando, claro, o ruim de lado,  esse filho único de Heli da Rocha Nunes, defensor público, e Maria Salomé da Cunha Araújo, professora primária, que ainda meninote gostava de ler Machado de Assis, acredite se quiser, autor complexo e psicológico,  e pasme, desdobramento natural, já rabiscava os primeiros versos: “O meu nome é Torquato / O de meu pai é HELI / O de minha mamãe SALOMÉ / E o resto ainda vem por aí”, como veio de fato por meio da Tropicália, movimento que chacoalhou a arte nacional e mexeu com os comportamentos  da época, final dos anos 60 e início dos 70, de braços dados com os baianos,  sendo tido, geralmente, como um deles, por viverem tão próximos, participando de passeatas contra a ditadura e festivais de música, tendo nascido daí muitas parcerias importantes, hoje consagradas na MPB, a exemplo deGeleia Geral, manifesto-síntese da zoeira criada por eles, segundo opinião de críticos respeitados: “Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia / Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria”, uma dobradinha de Torquato e Gilberto Gil, e, não poderia faltar, Mamãe, coragem, entre Torquato e Caetano Veloso, interpretada divinamente por Gal Costa, letra que faz sangrar ao tocar em assuntos delicados envolvendo partida, separação e escolha pessoal: “Mamãe, mamãe não chore / A vida é assim mesmo eu fui embora / Mamãe, mamãe não chore / Eu nunca mais vou voltar por aí / Mamãe, mamãe não chore / A vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui”, ele que depois, vislumbrando voos mais altos, zarpou pro Rio a fim de fazer curso superior – jornalismo, mas não concluiu -, embora tenha passado, até por uma questão de sobrevivência, em redação dos jornais cariocas Correio da Manhã, Jornal dos Sports e Última Hora, nesse último assinando uma coluna, Geleia Geral, que bombou entre a galera ligada em cultura, arte e algo mais, não vacilando em deixar o país, durante o auge da repressão política, em companhia da esposa Ana Araújo, rumo a Londres onde se encontravam os amigos baianos, retornando algum tempo depois ao Brasil com outros interesses artísticos, a sétima arte no caso, protagonizando filmes alternativos em super8, quer no papel de ator ou diretor, pouco importando, afinal quem sabe faz a hora / não espera acontecer – Nosferatu, de Ivan Cardoso, Adão e Eva do paraíso ao consumo, de Edmar Oliveira e Carlos Galvão, e o Terror da Vermelha, dirigido por ele mesmo, películas hoje consideradas cult, tudo produzido, algo inacreditável, em apenas dez anos, uma vez que Torquato Neto tinha pressa e, após comemorar seu aniversário, resolveu abriu o gás e encantar-se de vez, dizendo que pra ele, em bilhete de despedida, chegava e pronto, sem antes fazer um pedido repleto de ternura e humildade: “Vocês aí, peço o favor de não sacudirem demais o Thiago. Ele pode acordar”, sendo o corpo do nosso poeta enterrado aqui, na terrinha onde nasceu, num túmulo do cemitério São José, centro da cidade, cujo túmulo continua  bastante visitado por fãs e admiradores, mesmo depois de 45 anos da fatídica madrugada de 10 de novembro de 1972, ele que deixou a vida, parafraseando Vargas, a fim de entrar no seleto grupo dos ícones da contracultura brasileira, sem pedir nada a ninguém e sem fazer concessões, muito menos alisando a cabeça de quem escolhe a arte de versejar: Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (…). Quem não se arrisca não pode berrar.”

Barulhinho bom

Em matéria de sexo, o brasileiro anda muito bem, obrigado. Nem a crise econômica tem afetado a sua libido. Embora não goste tanto de ficar em segundo lugar, até que neste quesito, estufa o peito de orgulho. Pesquisa recente mostra que somos vice-líderes em frequência sexual e tempo de duração do ato. Ótima notícia em tempos de moralismo fundamentalista. Oxalá que em 2018 consigamos a poliposicion, revelando ao mundo que, além de futebol e carnaval, temos ainda talento para o remelexo das ancas – o famoso barulhinho bom. Sinal que o nosso povo assimilou direitinho a lição do saudoso e eterno Bandeira: “As almas são incomunicáveis. / Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. / Porque os corpos se entendem, mas as almas não”.

Os dados, caro leitor, são reveladores e surpreendentes. O brasileiro mantém, em média, 145 relações por ano, perdendo apenas para os gregos, que ostentam o desempenho de 164. Com um pouquinho mais de vontade, galera, conseguiremos tirar de letra essa diferença mínima de 19 fornicadas, bastando apenas dar um tempo diante da televisão. Caso não seja possível, o negócio é mandar ver nos intervalos das novelas, nos poucos minutinhos de propaganda, a maioria enganosa. Contanto, que viremos o jogo. Quanto ao “bem-bom”, a transa do brasileiro dura em média 21 minutos, com os nigerianos levantando a marca invejável de 24. O que são para a nossa gente, afinal, três minutos de diferença? Nada, absolutamente nada.

Liebe und Leidenschaft

 

Outros dados são impressionantes, como o que aponta que 50% dos homens confessam que foram infiéis, pelo menos, uma vez na vida, caindo esse percentual pela metade em relação às mulheres. Nas relações homoafetivas, 10,4% dos homens e 4,1% das mulheres confessam ter vivenciado experiência com pessoas do mesmo sexo. A prática da masturbação – o popular “cinco dedos” – apresenta uma disparidade enorme: 30% das brasileiras confessam jamais ter recorrido a tal expediente, enquanto somente 3% dos homens dizem ignorá-la completamente. O uso de camisinha, infelizmente, está em baixa: 43% das mulheres e 35% dos homens nunca a utilizaram no ato sexual. Já no aspecto da satisfação, tomando como base o universo de cada mil pessoas, 10 mulheres e 6 homens afirmaram nunca terem sentido prazer. Que pena, não sabem o que estão perdendo. No que diz respeito ao horário, 2/3 dos brasileiros disseram não se importar tanto com o relógio, que sexo bom é “sem hora marcada”, valendo mesmo é a vontade na hora.

Em Teresina, o sexo virou iguaria das mais apreciadas, provavelmente superando os dados da pesquisa divulgada pela imprensa nacional. Em caso de dúvida, basta lembrar a quantidade de motéis e pousadas espalhados na cidade. Vários deles, para desespero das meninas, trazendo nomes pra lá de embaraçosos: “Sei lá”, “Vou pensar”, “Você é que sabe” e “Não sei”. Ainda por cima, cobrando uma merreca de 20 reais por duas horas de grande folia e animação. De troco, o casal leva uns versinhos atrevidos do referido poeta recifense: “Teu corpo claro e perfeito, / – Teu corpo de maravilha, / Quero possuí-lo no leito / Estreito da redondilha.” Por isso costumo dizer, caríssimo leitor, a vida é simplesmente foda.

Beijo Marcante

O coração despertara apreensivo naquele dia. Na realidade, quase não dormi direito na noite anterior. Não era para menos, dali a alguns instantes a minha vida escolar estaria na berlinda. Todos aqueles anos de estudo, do João Costa ao Miguel Couto Bahiense, por um fio. A cabeça para estourar, ainda cheia de fórmulas e conceitos acumulados durante tantos anos. Alguns aproveitáveis para o consumo existencial, outros a serem esquecidos tão logo saísse o resultado do vestibular. E eu estava ali, em frente ao prédio dO Globo, na expectativa de ver o meu nome na lista dos aprovados. Não via a hora de ligar para os meus pais, dando a boa nova, e pegar o ônibus de volta a Teresina, a fim de compartilhar com eles e os amigos tamanha alegria.

Cada aluno reage, diante do resultado, de uma maneira própria. Uns choram de alegria, quando logram êxito; outros, de tristeza, ao não terem sido bem sucedidos. Mas aquela garota, a quem nunca vira, resolveu expressar o seu contentamento de forma diferente: tascando-me um beijo na boca, ainda por cima com sabor de lágrima. Mal sabia ela o quanto esse desprendido gesto marcaria a minha vida, acalmando de vez todos os meus temores, sobretudo, num momento de muitas incertezas. Sem falar também, de tantas carências e imensurável solidão. Pena ela não ter prolongado tal entrega, alegando a urgente necessidade de comemorar a vitória com seus familiares. Na despedida, com semblante aliviado e feliz, chegou a pedir desculpas, logo para o maior beneficiado pelo beijo, há um ano na maior secura.

Pintura rupestre do "Beijo" no Boqueirão da Pedra Furada;  Parque Nacional da Serra da Capivara, PI

Pintura rupestre do “Beijo” no Boqueirão da Pedra Furada;
Parque Nacional da Serra da Capivara, PI

A perturbação no juízo foi tão grande que, por alguns minutos, acabei esquecendo o motivo de estar ali, bem como a loucura que havia se transformado a frente do jornal, um formigueiro de candidatos se atropelando para conferir o resultado. Felizmente, graças aos meus esforços e as preces de dona Raimunda, o meu nome constava na lista dos classificados em Biologia. Banhado de alegria, corri para o primeiro orelhão e liguei emocionado para o “Velho”, dando a notícia que estaria pegando a Itapemirim na manhã seguinte. Nunca uma viagem foi tão maravilhosa quanto àquela, apesar dos quase três dias de estrada. Mas nada, nem mesmo o desconforto do ônibus, atrapalharia a felicidade de abraçar os de casa. Aproveitei para curtir as paisagens e belezas deste imenso País, além de matutar um pouco sobre o futuro profissional.

Dos inúmeros medos, um tirava o meu sossego enquanto vestibulando: decepcionar os meus pais, logo eles que faziam o maior sacrifício para bancar os meus estudos na “Cidade Maravilhosa”. Caso não passasse, já estava decidido a permanecer por lá, só retornando após a vitória. Sendo estudante profissional – equivocadamente me indagava – como explicar uma possível derrota? Na época, não tinha maturidade ainda para saber que a vida é bem mais complexa e palpitante que qualquer vestibular. Mas essas coisas a gente só aprende com o desenrolar do tempo. A sabedoria é não ter pressa nem desistir nunca dos sonhos. Daquilo tudo, o que marcou realmente foi o inesperado e gostoso beijo da garota, bem como a animada marchinha do Pinduca: “Alô papai, alô mamãe / Põe a vitrola pra tocar / Podem soltar foguetes / Que eu passei no vestibular”.

Santo Palavrão

Palavrão 3Sempre descobrindo coisas interessantes, os cientistas ingleses. Daí gostar tanto deles. Desta vez chegaram à conclusão, após anos de pesquisa, que falar palavrão faz bem à saúde. Eu já desconfiava disso, pena ninguém ter acreditado em mim. Como não sou doutor nem europeu, as pessoas não levavam a sério (como ainda hoje não levam) o que dizia a respeito de assunto tão delicado. Além disso, zombavam de minha cara, taxando-me de abestado. Agora estou de alma lavada, não só faz bem como é recomendável dizer palavrões. Por um único e simples motivo: “Xingamentos ajudam a lidar com as emoções e tornam mais fácil controlar a dor”, segundo o Dr. Richard Stephens, professor da Universidade de Keele, em Staffordshire, no Reino Unido. E vai mais longe, o eminente pesquisador, ao afirmar que “quanto mais forte a palavra, maior pode ser o efeito de alívio”.

Palavrão 2Para constatar a veracidade de tal descoberta, basta lembrar-se da velha topada de arrancar a unha do dedo. Ou você grita pooorrra com todo o fôlego dos pulmões, dando para ouvir a quilômetros de distância, ou está completamente frito, uma vez que nasce dentro da gente um desespero maior que a dor causada pela maldita pedra. Outra situação inevitável, na qual o palavrão não pode faltar, é quando esquecemos algo, surgindo espontâneo o famoso merda. E o que dizer ao constatarmos que o juiz, em plena decisão de campeonato, prejudicou o nosso time levando-o à derrota: ladrão, filho da puta, boiola, filho da égua, cretino, filho de uma arrombada, descarregando em sua coitada mãe, que não tem responsabilidade nenhuma pelos erros do filho, impropérios dos mais absurdos.

Agora pais e mães, informados dessa novidade científica, devem pensar duas vezes antes de lavar a boca dos filhos com sabão por conta de meros palavrões. Quanto a puxões de orelha ou outra forma de castigo, nem de longe devem ser pensados pelos progenitores, sob o risco de comprometer a saúde dos pimpolhos. Se formos observar, todos dizemos palavrões, até mesmo o papa Francisco que, num ato falho, soltou um sem querer, ao pedir uma solução pacífica para a crise na Ucrânia, em 2014. Em vez de falar “neste caso”, o pontífice leu “neste ‘cazzo’”, gíria italiana usada para designar o órgão sexual masculino. Nas letras de música, os exemplos são abundantes, bastando lembrar estes versos antológicos do Titãs: “Pulgas! /Que habitam minhas rugas /Oncinha pintada /Zebrinha listrada /Coelhinho peludo /Vão se fuder! /Porque aqui /Na face da terra /Só bicho escroto /É que vai ter…”.

Palavrão 1Parafraseando Castro Alves, no que diz respeito ao Dr. Richard Stephens, diria que Oh! Bendito o cientista que semeia palavrões à vontade, e leva o povo a repensar sua educação, pequenas doses de xingamentos ao dia, não só faz bem ao corpo como à alma também. E imaginar que eu, há poucos dias, sofria censura por expressar alguns termos considerados tabus. Dizer até que podia, desde que baixinho ou dentro do banheiro, jamais publicamente. Quantas vezes tive que engoli em seco, frente à barbeiragem de um motorista, palavras “simpáticas” como veado, corno, vai tomar no cu, caralho, filho de rapariga e foda-se. De tudo que presenciei em termos de palavrão, uma cena guardo ainda hoje na memória, envolvendo duas mulheres no centro da cidade. O marido estava numa loja com a amante, quando chega a esposa e flagra os pombinhos fazendo compras. As amabilidades não tardaram muito entre elas: vadia, cachorra, piranha, vagabunda, sem-vergonha e quenga. É dispensável dizer que as pessoas ali presentes torciam para que o circo pegasse fogo, justamente no instante em que a digníssima vira para a outra e sapeca em alto e bom som: “Vai dar o teu priquito pra outro, égua, que este macho já tem dono”. Podem não acreditar, mas naquele episódio tive a certeza que os palavrões não só fazem bem à saúde como são de uma poeticidade sem igual.

Saliceu 2017

Depois do Salipi, em 2003, outras feiras literárias surgiram no Piauí, tanto na capital como no interior do estado. Fato extremamente animador do ponto de vista cultural e na formação de leitores, haja vista o pouco hábito de leitura entre nossa população. Se no Brasil a média não ultrapassa quatro livros por ano, abaixo de países vizinhos, imagine em solo piauiense, onde faltam bibliotecas e livrarias. Sem falar também de gestores indiferentes e da inexistência de políticas públicas nesse sentido. Não fossem alguns professores de índole quixotesca, vencendo moinhos de vento, a situação estaria uma lástima, sem os jovens terem acesso ao livro – verdadeiro passaporte para o futuro das novas gerações. Em Teresina, outro evento que desponta nessa área, precisamente no bairro mais populoso da cidade, é o Salão do Livro do Dirceu, previsto para acontecer entre os dias 20 e 22 deste mês.

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Dentre os convidados da 2ª edição, Ano Clóvis Moura, poeta e sociólogo amarantino que dá nome ao campus da Uespi no bairro, local de realização do Saliceu, destaca-se o nome da Ana Miranda, escritora cearense consagrada nacionalmente a partir do lançamento, em 1989, do romance O Boca do inferno, reconstituição histórica da Bahia do século XVII com seus polêmicos representantes literários: Gregório de Matos e Pe. Antônio Vieira. Nessa sua obsessão em evocar vozes de outros séculos, no campo das letras, temos ainda A última quimera (Augusto dos Anjos), Dias & Dias (Gonçalves Dias) e Semíramis (José de Alencar). Em entrevista a jornal carioca, Ana Miranda esclarece esse paradoxo: “Mas minha identificação maior não é com personagens, e sim com o modo de narrar, de construir o livro. Os únicos personagens em que me vejo são os que eu mesma desenho, e todos eles. Desde Gregório de Matos até Semíramis ou Iriana, todos são pedaços de mim.”

Os outros três palestrantes nacionais, provenientes do Maranhão, já são bastante conhecidos do nosso público: o poeta Salgado Maranhão, filho de Caxias radicado no Rio de Janeiro, “uma das vozes mais originais de sua geração”, segundo Luiz Fernando Valente, professor da Brown University, que “representa um elo importante na evolução do que identificamos como a linha apolínea na moderna poesia brasileira. Herdeiro de Drummond, Cabral e Faustino, sua elegante obra poética continua e renova o melhor da produção poética brasileira das seis últimas décadas”; e a dupla formada por Celso Borges, poeta e letrista, e Beto Ehongue, DJ e compositor, que apresenta um trabalho poético da melhor qualidade, marcado pela irreverência e crítica política – “A posição da poesia é oposição”, performance aplaudida em São Luís e outras capitais do país, experimentações verbais e sonoras em torno da palavra.

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A prata da casa vem representada por um timaço de profissionais, escolhido a dedo, que deixará o público simplesmente impactado com suas falas. A começar por Cineas Santos, professor e escritor, ao abordar “O Piauí na poesia de Dobal”, autor dos mais queridos de nossa literatura; Joselita Izabel, com “A mulher levanta a saia”, sobre a vida e a obra de Hilda Hilst, escritora malvista pelos textos eróticos; Feliciano Bezerra, com “A escritura de Torquato Neto”, uma visão multifacetada do artista predestinado a desafinar o coro dos contentes; Cícero Filho, cineasta maranhense, com o seu inquietante “Ai! Que Vida”, 10 anos de uma comédia política recordista de público e  atual como nunca; Adriano Lobão, destrinchando “A luta com as palavras na redação do Enem”, fantasma que tira o sono de vestibulandos e concurseiros; e, entre outros, Nelson Nery Costa e Socorro Magalhães, ambos membros da APL, explicitando o legado e os desafios da Casa de Lucídio Freitas. O lançamento do evento ocorre amanhã (13), na Uespi do Dirceu, com palestra pra lá de instigante de Nathan Sousa: “A poesia brasileira do século XXI”, ele que é a grande revelação da nova safra da poética piauiense. Nunca esquecer que um país, tirada magistral de Monteiro Lobato, se faz com homens e livros. Ou não?

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